A reforma tributária foi aprovada pelo Congresso em dezembro de 2023 com amplo apoio político e celebrada como a maior mudança no sistema tributário brasileiro desde a Constituição de 1988. Agora, em 2026, a implementação começa de fato — e com ela chegam as perguntas que deveriam ter sido respondidas antes: o que muda na prática?

A resposta depende de quem você é. Para o consumidor final, a mudança mais visível será a unificação dos impostos sobre consumo — PIS, COFINS, IPI, ICMS e ISS — em dois tributos: a CBS (federal) e o IBS (estadual/municipal). A transição será gradual, com período de adaptação até 2033.

Para o trabalhador

O impacto direto no trabalhador assalariado é limitado no curto prazo. A reforma não altera o Imposto de Renda da Pessoa Física — essa mudança foi prometida mas ainda não aprovada. O que pode mudar é o preço dos produtos e serviços que o trabalhador consome.

A teoria por trás da reforma é que a simplificação tributária reduzirá o custo de conformidade para as empresas, que poderão repassar parte dessa economia para os preços. Na prática, economistas divergem sobre a magnitude e o prazo desse efeito.